domingo, 1 de novembro de 2009

A Deusa e a Lua

A Deusa está intimamente relacionada à Lua por uma série de motivos. A relação mais clara é a de que a Lua cresce e declina, refletindo as alterações no corpo das mulheres quando estão grávidas. A Deusa rege o crescimento e o próprio tempo.

A Lua é o símbolo do princípio feminino, representando potencialidades, estados de espírito, valores do inconsciente, humores e emoções, receptividade e fertilidade, mutação e transmutação. As fases da Lua caracterizam aspectos da natureza feminina e representam os estágios e as transformações na vida da mulher.

As deusas lunares são conhecidas por traços ligados às quatro fases da Lua: nova, crescente, cheia e minguante, sendo que as deusas têm as seguintes faces: Donzela, Mãe e Anciã, além da face “negra” que se manifesta em todas elas, sendo a sua sombra.

Indo mais além, podemos traçar um paralelo associando a tríade da Lua com um pentagrama onde temos nascimento, iniciação, amor, paz e morte. Isso porque a Deusa manifesta-se em todo o ciclo da vida. Esses cinco estágios estão inseridos em nossas vidas, mas também podem ser percebidos em cada novo empreendimento nosso. Parte do treinamento de cada bruxa implica períodos de meditação sobre a Deusa em cada um de seus aspectos.

A Donzela se relaciona à lua nova e crescente, aos novos inícios. A Mãe é representada pela lua cheia, abundante. A Anciã é representada pela lua minguante e negra, senhora das sombras.

A Grande Deusa Lunar está associada aos nascimentos virginais, ligada à vida e à morte e é a geradora de visões. A virgindade, antigamente, significava “não-casada”, e não como é conhecido hoje. Dizer que uma virgem deu à luz um filho não significava que ela nunca teve relações sexuais, mas que não era casada.

Em diversos mitos, a Deusa Lunar geralmente controla um filho que cresce e se torna seu amante. Ele então morre, para renascer de novo como seu filho. Isso reflete os mistérios lunares nos quais os eventos cronológicos não têm importância, pois a Deusa Lunar controla o seu próprio tempo.

A Deusa da Lua é associada aos fluidos de todos os tipos, invariavelmente, pela própria influência da Lua sobre a Terra.

Mito da Roda do Ano ...

Em Yule, a escuridão reina como se estivéssemos no caldeirão da Deusa. Assim, o Rei das sombras transforma-se na Criança da Promessa, o Filho do sol, que deverá nascer para restaurar a Natureza.

Em Imbolc, a luz cresce, o Deus nascido em Yule se manifesta com todo seu vigor, e a Criança da Promessa cresce com a vitalidade e é festejada, pois os dias tornam-se visivelmente mais longos e renova-se a esperança.

Em Ostara, luz e sombras são equilibradas. A luz da vida se eleva e o Deus quebra as correntes do inverno. A Deusa é a Virgem e o Deus renascido é jovem e vigoroso. O amor sagrado da Deusa e do Deus é a promessa do crescimento e da fertilidade.

Em Beltane, a Deusa se transforma em um lindo Cervo Branco e o jovem Deus é o Caçador alado. Ao ser perseguida pela floresta, o Cervo Branco se transforma em uma linda mulher, e assim Eles se unem e a sua paixão sustenta o mundo.

Chega então Litha, A Deusa é a Rainha do Verão e o Deus, um homem de extrema força e virilidade. O Sol começa a minguar e o Deus começa a seguir rumo ao País de Verão. A Deusa é pura satisfação e demonstra isso através das folhas verdes e das lindas flores do verão.

Em Lammas, a Deusa dá a luz e o Deus novamente morre pela Deusa. A Deusa precisa de sua energia de vida para que a vida possa crescer e prosseguir. O Deus se sacrifica para que a humanidade seja nutrida, mas através do grão Ele renasce. No ápice de sua abundância, ele retira através Dela.

Em Mabon, as luzes e as trevas se equilibram novamente; porem o Sol começa a minguar mais rapidamente. O Deus torna-se então o Ancião, o Senhor das Sombras.

Chega novamente Samhain e então o ciclo recomeça, e assim tudo retorna a Deusa.

Assim sempre foi e será!


Halloween, o Ano Novo na Wicca e a importância de Samhaim para os pagãos...

Roda do Ano wiccan na verdade é um ciclo que não tem começo nem fim, mas Samhaim é considerado tradicionalmente o Ano Novo na Wicca, pela sua simbologia de morte e suspensão do véu entre os mundos. Na verdade, mesmo os mitos celtas giram em torno do que acontece na natureza. Inverno, primavera, verão e outono representam, na verdade, nascimento, crescimento, decadência e morte, e a roda gira continuamente.

"Em Samhain, o Festival do retorno da Morte, os portões dos mundos se abrem e a Deusa transforma-se na Velha Sábia, a Senhora do Caldeirão, e o Deus é o Rei da Morte que guia as almas perdidas através dos dias escuros de Inverno."

O ritual seguinte ao de Samhaim é o ritual de Yule (solstício de inverno), no hemisfério norte, ou Litha (solstício de verão), no hemisfério sul, para quem celebra a roda de forma mista (sabás maiores na data tradicional e sabás menores de acordo com as estações).

Mesmo para quem não é wiccan, mas tem certa simpatia pela cultura celta, Samhaim é aquela época que nem se quiséssemos nós poderíamos ignorar, porque está em todo lugar. E, tirando as neuras a respeito do que é falado sobre Halloween, o importante é nós sabermos do que se trata e curtir as dezenas de festas que acontecem nessa época, e mesmo organizar eventinhos em casa junto com nossos amigos, familiares ou coveners (se você fizer parte de um, claro). É sempre o melhor momento para lembrarmos de nossos ancestrais e comemorar com os parentes que ainda estão vivos.

Samhaim e Beltane são considerados os dois grandes festivais celtas porque marcam as metades clara e escura de um ano completo. Muitos wiccans preferem celebrar Samhaim em 30 de abril, pois as estações daqui são invertidas de acordo com o hemisfério norte. Como o nosso site tem amigos tanto no hemisfério sul quanto no hemisfério norte, nós preferimos manter as datas originais da cultura que tal evento se origina, para não virar tudo uma imensa e desnecessária confusão. Mas cada um celebra como achar que lhe convém.

Créditos:Bruxaria.net